1/16/2011

Coisas que eu gostaria de ver um dia... *

O Sol a nascer no mar
Lisboa coberta de neve
O fundo da tulha de roupa suja




* por ordem de probabilidade

1/12/2011

Aviso à navegação


(imagem daqui)


Para que não se percam na imensidão da blogosfera como se perderam o layout e os links deste vosso humilde tasco, vim aqui só para vos dizer que estou ali no estaminé ao lado. Humores...

1/10/2011

E não estava a mentir...

... só não disse onde.
E sim, disse que os rachtaparta dos estatutos do feicebuque não contavam, ou se calhar falei foi nos estatutos dos rachtaparta do feicebuque. Mas não falei dos rachtaparta dos trabalhos da faculdade, pois não? Nem dos rachtaparta dos emails, pois não?
Pois... não falei mas devia ter falado. É evidente que nenhum desses conta...

1/04/2011

Todos os dias, eu disse todos os dias

Pois é, meto-me nos filmes e depois é que são elas. Como se não bastasse a frescura do doutoramento agora foi esta cena das resoluções de ano novo. Ainda por cima deixei tudo escrito. Assim nem consigo dar o dito pelo não dito. Diz que nestas coisas da net não basta apagar. Pode sempre haver quem tenha tirado um registo. Tudo o que dissermos - ou neste caso escrevermos - poderá ser (e será certamente) usado contra nós. Já os consigo ver em tribunal, os antigos inúmeros e incontáveis, agora transformados em perseguidores implacáveis, alegando publicidade enganosa, alegando, alegando sem dó nem piedade e eu sem me poder defender, sem defesa, sem direito a advogado sequer, gemendo, alegando mas só de mim para mim, argumentando mas sem que ninguém me queira ouvir, esbracejando em vão no meio da multidão em fúria... Balbuciando... Tentando explicar que isto do escrever todos os dias é muito bonito mas não é bem assim, e que, na verdade, bastaria uma frase para ser cumprida a resolução embora fosse, no fundo, uma espécie de batota infame, já que quando eu disse escrever eu queria dizer escrever, esforçar-me mesmo, puxar por mim, pelos neurónios, pela articulação gramatical, não um exercício de pura preguiça armada em mete-nojo só para cumprir calendário, eu mereço mais consideração de mim própria ou será mim própria que mereço mais consideração desta que se diz eu. Enfim, já vos vejo, já vos sinto a chegar, cobradores da fraqueza alheia, vós que outrora fostes inúmeros e incontáveis e hoje vos encontrais rarefeitos, sumidos até, quiçá inexistentes... já vos consigo ouvir alegando, alegando e demonstrando sem qualquer dificuldade a minha inconstância, a minha ausência total de autodisciplina, a minha displicência. Porém, guardai o vosso argumentário para amanhã. Esta posta já cá canta. Ufa.

Posta escatológica

... e mandar uma cagada e da sanita sair fumo?..

1/03/2011

Resoluções para 2011


Por que ano que se preze principia com 12 passas e os respectivos desejos e por que no que me diz respeito troco-me sempre nas badaladas e nas passas que acabo por meter todas na boca ao mesmo tempo enquanto penso numa data de desejos, este ano dou a volta à tradição e assumo-me como adulta responsável. Primeiro os deveres, depois os direitos, que é como quem diz: comecemos por tomar uma sére, sim, eu disse, pior, eu escrevi uma sére, portantes, comecemos pois por tomar uma sére de boas resoluções que é pra depois termos a contrapartida que é a questão dos desejos realizados, pois os desejos são uma coisa muito interessante que tem esta característica peculiar que é: a gente realiza-os e pimba, vai disto, os gajos desaparecem. De modos que vamos lá começar por ser responsáveis e cumprir uma data de boas resoluções que é como quem diz promessas que eu faço a mim própria e que escrevo a ver se ganham carácter impositivo, se é que me entendem. Se não me entendem também não faz mal, porque na verdade estou apenas a cumprir uma das resoluções que se calhar é a mais importante e é tão importante que até já falhei nela, o que prova que é mesmo importante e que é escrever todos os dias. Pronto, tá bem. Eu escrevi no dia 1 e no dia 2 mas os estatutos no rachtaparta do facebook não contam por isso vamos dizer que falhei e assumo e pronto. Quanto às resoluções e como se trata de coisa séria embora possa não parecer vou publicá-las ali ao lado no diário porque o diário é sítio de coisas sérias e eu sou uma mecinha séria nestas coisas de resoluções e até de diários embora possa às vezes não parecer.
Ah! Já me esquecia... Bom ano, sim?

12/27/2010

Natal é quando* uma gaija quiser

O Nada Como Realmente deseja a todos os inúmeros e incontáveis um Santo e Feliz Natal e um fantástico ano de 2012




(* e onde) (foto daqui)

12/16/2010

As minhas angústias e alergias de A a Z (uma posta politicamente incorrecta)

A - Ajudar. Ajude os pobrezinhos, os desavindos, os desabridos, as criancinhas, os velhotes, as mulheres com candidíase vaginal, os homens com chatos, os putos com piolhos, os piolhos dos putos, as pulgas dos cães, as caraças dos gatos. E a mim, quem é que me ajuda?

Austeridade. Sim, mas selectiva...

B - Bancos. Eu cá actualmente sou roubada mais directamente pelo BPI e pelo Banif. Antes era roubada pelo Santander. Antes ainda fui roubada pelo Banco de Comércio e Indústria, que já não existe. Paz à sua alma... Na altura ninguém me pediu para o salvar, mudaram-lhe só o nome e o roubo prosseguiu. Também já fui roubada pela CGD, pelo Montepio e salvo erro foi tudo. E vocês, inúmeros e incontáveis? Por que banquinho são roubados?

Book. Face. Cara de livro. Enquanto temos todos a cara metida no livro não damos pelo que se passa mesmo debaixo dos nossos narizes. Ou será que damos.

C - Competitividade. Se oiço mais uma vez esta palavra não respondo por mim. Competir por quê? Para quê? Contra quem? Em nome do quê?

Crise. Antigamente eram cíclicas.

Caridadezinha. Actualmente há quem lhe chame solidariedade.

D - Dívida. Diz que é Soberana. Eu cá já disse: vendo a minha. Baratinho.

E - Esperança. Vai escasseando.

Europa. Eu quê?

F - Flexibilidade. Já fazemos a espargata e até já damos a volta. Mais que isto só naquele filme, A Morte fica-vos Tão Bem...

G - Grunhir. É o que me apetece quando vejo o telejornal. E quando oiço rádio. E quando leio o jornal. E quando ligo o facebook. E quando saio à rua.

Greve - Eu fiz mas há quem diga que não serve para nada. Em Atenas fizeram ontem a 7ª geral num ano e aquilo está a pegar fogo. Mas pode ser que não sirva para nada.

H - História. Segundo Marx é a da luta de classes. Excepto quando uma das partes se rende. Será?...

Humanos. Alguns de nós. Ainda.

I - IVA - Aumenta-se e está tudo resolvido. Põe-se a malta a cobrá-lo e a preencher a papelada e é uma maravilha.

Inacreditável. A realidade.

Imprensa. Em tempos o 4º Poder. Hoje um negócio como outro qualquer.

J - Juventude. Que futuro?

K - Keynes. O New Deal foi nos anos 30. O governo prevê relançar o emprego mandando o pessoal trabalhar nas obras. A malta já foi ao chinês comprar um capacete. Tudo a postos...

L - Lisboa. Assim que puder piro-me daqui para fora. É linda mas para é visitar. Em Agosto.

M - Mundo. Aka Aldeia Global. Tornou-se real. Estamos contentes?

Monos. Nós. Todos.

Merda. Merda, já disse.

N - Não. Ainda seremos capazes?

Nada. "Já disse que não quero nada. Não me venham com conclusões. A única conclusão é morrer".

P - Precários. Há quem diga que somos todos. Mas alguns são mais que os outros. Admito, o projecto abrange também os outros.

Poder. Quem o tem abusa dele. Quem não o tem tem medo.

Q - Quero. Ser feliz, agora, porra!

Queijo. Ao preço que está qualquer dia sai mais barato comprar ouro puro.

R - Recessão. Diz que vem aí. Bolas, se ainda está para chegar, nem quero imaginar...

Recibos verdes. O mesmo que papel de embrulho de má qualidade. Instrumento de tortura caído em desuso.

Revolução. Já.

S - Salvem. Os ricos, coitadinhos...

Solidariedade. Hoje em dia, significa o mesmo que caridadezinha.

T - Tretas. O que já não engolimos mas continuam a pregar-nos.

Tangas. O mesmo que tretas.

Telhas. O que voou dos telhados e não tarda nada estamos a dar para mais esse peditório.

U - Urano. Ainda é planeta. Plutão é que não.

Ursos. Polares que hoje está frio. Panda na TV quando a miúda insiste e lá vem mais meia-hora de publicidade e eu a ter de gramar com ela a pedir-me tudo o que lá vê.

Úrsula. O que andamos todos a ganhar no estômago à força de nos lixarem as vidinhas.

V - Vida. Ai a minha vida!

Valor. Acrescentado, é tirado. O que o tem, já não sei. Quem os tem tenta mantê-los.

W - 4 tem o lead. Ou já teve, pelo menos.

Wikileaks. A pingar num computador perto de si.

Z - ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ se alguém chegou até aqui adormeceu pela certa mas já desabafei um cadichinho e estou pronta para mais uma leva a fazer de conta que trabalho.

10/06/2010

Fenómenos para-virtuais - uma posta interactiva

Estas modernices que provêm da nossa irreversível adesão/aderência à rede na gestão de todas as tarefas do quotidiano revelam facetas curiosas do bicho homem. E quem diz do bicho homem diz da bicha mulher que, convenhamos, quer se queira quer não, é uma bicha que contém as suas especificidades. Quis o destino que eu pertencesse a vários grupos de discussão na net e me mostrasse - sem contudo o revelar - mais um dos mistérios das idiosincrasias femininas(?) nesse revelador espelho do grande jogo de re[a]lações humanas que é o www.
É ele o fenómeno da gaja que é chata comó caralho cada vez que intervém na lista de discussão mas que é quase quase normal quando se lida com ela pessoalmente. O que me surpreende e me fascina é que no mesmo grupo de discussão se observe simultaneamente o fenómeno quase oposto da gaja que é estúpida comó caralho como pessoa mas que por email chega a parecer quase normal. Já deram com casos parecidos? Poderei classificá-los como perturbações de personalidade tipo bipolaridade intervirtual?

10/01/2010

Não é que este blog esteja desactivado

Mas cada suporte tem a sua onda, o seu ambiente, o seu contexto. E neste momento apetece-me mais andar por aqui. Os inúmeros e incontáveis (ainda resta algum? :-)) são bem vindos. Os outros também.

9/13/2010

É muito simples,

Calamity. É só pegares naquilo que dizes aos outros e aplicares a ti própria.

8/28/2010

eh pá, desculpem lá qualquer coisinha e tal...




... mas por que raios é que a malta tem de gramar com grandes planos dos vossos pés por tudo e por nada??? é algum tipo de fixação? vai durar muito tempo? foda-se, pé!

8/18/2010

Escrever-me

Toda a tarde escrevi. Escrevi e chorei. Preciso tanto!
De me escrever. De me contar. De me encontrar. Saber quem sou, onde estou. Lavar-me em lágrimas. Lavar a minha alma, a minha vida do que sou, do que fui. Para poder continuar. Para poder voltar a mim. Tornar-me em mim. Ser. Ser quem sou, quem serei, quem tenho de ser.
Toda a tarde escrevi. Escrevi e chorei. Preciso. Tanto!

Para que conste

Estou aqui.

8/04/2010

Enquanto preparava um salteado de legumes e cogumelos frescos para combinar com um fusilli al dente

É incrível como a cozinha tem a capacidade de nos transportar para outros mundos. Não sei se isto é de mim mas enquanto peguei nas cebolas, nos alhos e numa folha de louro, abri a porta do frigorífico e inspeccionei o que para lá havia, decidi num ápice a mistela que podia confeccionar, organizei a superfície do balcão de forma a ter espaço para dar livre curso ao fervor criativo-culinário do momento, coloquei os ingredientes em ordem estratégica assim como os instrumentos que lhe iriam dar forma e sentido, viajei para dimensões que não saberia definir por palavras do léxico mais usual. Como se os cheiros, as cores, o som do azeite a encalorar na frigideira despertassem sentidos para lá dos sentidos, recordações que não sabemos ter, sonhos perdidos desde a infância, desde antes do nascimento, coisas da memória ancestral. Como, quando em terras onde cresceu minha mãe percebi subitamente o sentido da existência, assim, de chofre, nas minhas mãos, no meu peito, nos meus braços, a ocupar o espaço todo, a encher-me de tudo o que sempre esteve ali sem se revelar, enorme, incomensuravelmente gigantesco. Grande de mais para que eu o pudesse suportar e no entanto tão simples. Tão perto, ao pé, à mão de semear, de colher. Uma planta de cheiro. Os cheiros, os sabores. O poder destes sentidos, o olfacto, o paladar, tidos como secundários face aos todo-poderosos reis - a vista, o ouvido, o toque - é tão subvalorizado, ignorado, desprezado. Mas são eles que nos transportam. Que nos conduzem onde não julgaríamos saber ir. Que nos transformam. O som, claro, o som. Mas o cheiro…

5/12/2010

Vou

dar cabo desta merda toda. Oh se vou. Ou eu não me chame Calamity Jane. Ou lá como é que eu me chamo.

5/11/2010

Medo...

CJ- Quatro dias! Quatro dias vai estar este tipo aqui...
Mini CJ - Aqui em casa?
CJ - Porra!..
CJunior - Valha-me Deus!