Pois é, inúmeros e incontáveis! A vossa Calamity é como a justiça divina: tarda mas não falha. E como nesta altura do campeonato já devo ser a ú nic(ltim)a premiada da blogosfera a não ter ainda redistribuído os dardos, vou finalmente acabar com o suspense - já houve tempos em que a estratégia rendia, já... - e tratar de passar a batata quente. E digo batata quente porque teria sido muito mais fácil arranjar 15 premiados-15 no 'meu' tempo, ou seja, quando os inúmeros e incontáveis mantinham (regularmente) os seus tascos e era eu que andava desaparecida em combates inglórios pelo mundo real. Dias em que a Azulinha, a Horas Vagas, a Repolha, o Anjo, a Chiqui, andavam no activo. Em que o Melão e a Aenima postavam com frequência que se visse. Em que a CK era visitada e comentada com a afluência que merece. Mas enfim, as coisas são como são, e, como diz o poeta e eu li há umas semanas (quando escrevi esta posta) no tasco da Frenética "Outra maré cheia virá da maré vaza...", pelo menos a malta tem de acreditar que assim é, caso contrário andamos a bater com a cabeça nas paredes, o que não é bom para as ditas que já não se fazem como antigamente e hoje em dia desmoronam por tudo e por nada. Com coisinhas poucas como simples cabeçadas...
Vamos então a eles, aos prémios, que já se faz tarde e o tempo ruge, como dizia o outro, e além disso os meus 17 leitores, que é como diz, os inúmeros e incontáveis, querem seguir para a próxima paragem, que é como quem diz o próximo link html.
Se há alguém por quem vale a pena continuar aqui - acho até que postaria só por ela, assim como deixaria a blogosfera no dia em que ela fosse embora, esse alguém é a Estrelinha. Sobre ela disse um dia: (...) "Uma das pontinhas fazia-se sentir à distância, mas a presença dela era tão, mas tão forte que sinto desde então que ela sempre esteve lá. Até hoje, n ão lhe senti a consistência do abraço, mas conheço-lhe a composição da matéria. Verdadeira poeira de estrela. Luz capaz de trespassar a distância e a escuridão." (...) O primeiro dardo é teu, minha querida.
Uma pessoa que me põe frequentemente a pensar e me suscita postas a torto e a direito é sem dúvida a Frenética (muito embora me sinta algo abandonada por ela nos últimos tempos, chuifff...). Aqui vai o teu dardo, Fren. És das pessoas mais sensatas da 'minha blogosfera', embora te autointitules frenética. Para mim és um modelo de estabilidade. És simples, sincera e sensível. Três esses na tua esssência, amiga. (E não te linco por que sei que não o desejas...)
Loira, não podias faltar às nomeações. Como eu, nem sempre és muito constante por aqui, mas há postas tuas que compensam as mais longas ausências. És frontal, directa, mas também emotiva, madura e divertida. És também uma verdadeira amiga em que se pode confiar e com quem se pode contar, o que hoje em dia é uma raridade, tanto na vida real como na virtual. E adoro-te.
CK, tens andado muito arredada aqui do antro da Calamitosa e que posso eu dizer-te?! Fazes-me falta, gaija. Os teus tomates bem no sítio, o teu comentário certeiro, o teu sentido de humor fazem parte da 'minha blogosfera' quase desde o início e sem dúvida que isto sem ti perde pelo menos 3/4 da piada. E acho-te um tanto murchinha... Será que o casamento te modificou? Ou é da crise? Gostaria de te ver/sentir mais feliz :-) Foste tu, aliás, que me rebaptizaste Calamitosa. E que adoptaste o meu 'rachtaparta' no teu linguajar... Toca a arrebitar, amiga!
E quem diz CK, diz Melão, já que foi através dela que conheci este fruto... Que posso dizer-te, rapaz, que não tenha já tre-dito na tua própria caixa? És a sensibilidade humana em forma de blog. Gosto mesmo de ti, de quem és. A tua essência transparece em cada palavra, em cada posta tua e transcende em muito a blogosfera. És daqueles que nos fazem sentir que vale a pena andar por aqui. Também tenho sentido a tua falta...
Pitucha, a tua escrita é sem dúvida uma das revelações que este mundinho me trouxe. 'Invejo' o teu poder de síntese e revejo-me (tanto!) na tua impaciência perante os condutores moles. Ora aí está algo que eu eliminaria de bom grado das ruas da cidade e das estradas públicas. Não lhes tirava a carta mas limitava a sua circulação aos caminhos particulares...
(to be continued)






