9/10/2009

Jogos da vida real

Há uns anos, quando andava no curso de Formação de Formadores, aprendi um jogo pedagógico que mais tarde vim a repetir várias vezes, tanto como dinamizadora como no lugar de formanda noutros cursos. Não sei como se chama mas consiste em colocar uma série de etiquetas nas testas dos formandos. Toda a gente pode ler o que lá está escrito menos o próprio. E as mensagens nas etiquetas indicam ao resto do grupo qual o comportamento a adoptar com aquela pessoa em particular. Dizem coisas como "riam-se de mim", "admirem-me", "ignorem-me", "fujam de mim", "acarinhem-me", etc, etc. A regra é, claro, não revelar ao portador da mensagem o seu teor - até porque no jogo não se pode falar - mas este deve adivinhar o que traz escrito na testa através do comportamento dos outros perante ele. Nem sempre é tão fácil como parece, embora seja - no jogo, claro - hilariante.
Ultimamente tenho dado comigo a pensar demasiadas vezes o que dirá a minha etiqueta. E a sensação não tem nada de hilariante.

12 comentários:

Smas disse...

Não acontece a todos nós de vez em quando pensarmos nisso? Mesmo sem conhecer o jogo, que eu não conheço...
Bjs

Mente Quase Perigosa disse...

Ora lá está uma daquelas coisas recorrentes e que nós devíamos não pensar nelas... Esta é como o sonho de sairmos despidos à rua...

Mae Frenética disse...

I know the feeling...

Luz de Estrelas disse...

A tua etiqueta diz

Podem testar-me, humilhar-me, fazer com que duvide de mim. Nãi quebro, só vergo. Deixo-vos passar. Fico de pé. Onde vocês se cruzam comigo eu encontro o meu caminho.


Não caberia na testa, mas dá-se um jeitinho.

CybeRider disse...

Não acredito que te escudes atrás de etiquetas.

Além disso:
"A regra é, claro, não revelar ao portador da mensagem o seu teor"

Mas só joga quem quer... Certo?

Talvez a tua etiqueta esteja em branco. Já vi algumas escritas em pedra, para assinalar que tinham por cá passado alguns jogadores... As da testa acho que podem mudar, ou um dia de chuva pode simplesmente esborratá-las.

Cristina disse...

:) Compreendo!

calamity jane disse...

Sandra, imagino que aconteça com todos, sim. O que se torna dificil de suportar é quando de repente damos por nós a sentir isso demasiadas vezes.

Claro que devíamos, Peixa, mas estas malditas cabecinhas pensadoiras... :-P
Sabes que para mim há um sonho pior que o de sair despida para a rua (q não tenho grandes problemas com a nudez): é o de não conseguir mover-me. E esse tenho-o de forma recorrente

calamity jane disse...

Ainda bem q me entendes, Fren ;-) ou ainda mal...

Estrela da meu coração, onde tu estejas, a minha etiqueta diz sempre coisas que me põem nos píncaros

Cy, entendi-te, à excepção de "Já vi algumas escritas em pedra, para assinalar que tinham por cá passado alguns jogadores..."
Queres explicar como se a minha etiqueta dissesse:"expliquem-me tudo como se eu fosse muito burra"?! ;-)
E sim, um dia de chuva poderá ter a sua influência, sem dúvida. Não sei é se será no sentido que dizes...

Cristina, ainda bem! Ou não...
Bai da uéie, por que não consigo visitar-te? Acaso privatizaste e não convidaste? Sabes ou como a bem que eu sou como a justiça: tardo mas não falho... ou como o azeite (e a verdade): venho sempre ao de cima ;-))

calamity jane disse...

SAbes bem que eu sou como

(não sei o que se passa com o rachtaparta do teclado)

CybeRider disse...

CJ, não te queria explicar essa, que saiu do meu "lado negro"...

Chamam-se epitáfios, e ficam para ali muitos anos a definir algo que talvez merecesse mais (ou menos, raras vezes) que aquela definição. Não devíamos confiar nos outros para nos definirem, por isso o meu já o escrevi eu.

Tita disse...

Deixaste-me a pensar na minha etiqueta... todas nós pensamos julgo.

Mocho Falante disse...

Ora viva

aqui está uma forma original de nos sentirmos despidos perante os outros

beijocas