6/15/2007

Même (ou seja, palavras à mesma...)

Há uns tempos fiquei de publicar aqui uns mêmes. De modos que aqui vai o primeiro. Assim que puder outros seguirão. Aproveito para explicar que "um 'même' é um 'gen ou gene cultural' que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os mêmes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo 'mêmes' foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo 'genes'". E como não sou de furtar texto alheio sem dizer água vai, especifico que retirei esta explicação, palavra por palavra, do post da Amélia sobre o assunto, no qual a própria me encomendou o mesmo (même, está claro). Dito isto, convém também referir que a minha Estrelinha também me endereçou a mesma encomenda - ou, como diriam os franceses, même commande. Ah, pois é! E por falar em franceses, acrescento ainda que acrescentei (haha, um pleonasmo calha sempre bem, sobretudo quando é propositado, não acham, inúmeros e incontáveis?) um acentozito circunflexo à palavra même, que me tinha sido servida sem o mesmo (acento, pois), mas cuja nudez me causou desconforto. De modos que tive de meter pitada. É que eu sou da geração pré-sms e aprendi francês, além de piano. A vossa Calamity é uma mecita prendada, a bem dizer...

E pronto, sem mais demoras, aqui vai, pois, o primeiro dos meus mêmes


As Crianças

(...) Os vossos filhos não são vossos filhos...
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma
Vêm através de vós, mas não de vós
E embora vivam convosco, não vos pertencem
Podeis dar-lhes o vosso amor, mas não as vossas ideias
Pois eles possuem as suas próprias ideias
Podeis abrigar os seus corpos, mas não as suas almas
Pois as suas almas habitam nas moradas do amanhã
que nem nos vossos sonhos podeis visitar
Podeis esforçar-vos para vos tornardes como eles
mas não procureis torná-los como vós
Pois a vida não anda para trás nem no ontem se detém.
Vós sois os arcos dos quais, como flechas vivas, os vossos filhos serão lançados
O Arqueiro vê a presa no percurso do infinito e empresta-vos o seu poder para que as vossas flechas partam ligeiras e cheguem longe
Que a vossa inflexão pela mão do arqueiro se destine à alegria
Pois assim como ele ama a flecha que voa
Ama também o arco que se mantém estável.


Claro que este même não é meu. Usurpei-o. Foi escrito pelo fabulástico poeta Khalil Gibran, que no século XIX viveu no Líbano, se não estou em erro, e deu à luz, entre outros, um livro pleno de senso comum transformado em hino à vida chamado O Profeta, de onde este "As Crianças" foi retirado. Tomei a liberdade de alterar ligeiramente as traduções que encontrei na net que não correspondiam totalmente ao texto que conheço originalmente noutras línguas

Mais palavras

Palavra que gostava de escrever mais palavras.
Palavras que me aliviassem do peso com que as palavras armazenadas me esmagam.
Palavras que desatassem o nó com que as palavras engasgadas me sufocam.
Palavras que fluíssem como o rio de palavras no qual ora me banho, ora me afogo.
Palavras que suavizassem a aspereza das palavras que por vezes me assaltam.
Palavras que jorrassem como a torrente de palavras que nunca alcanço, que desmoronassem da cordilheira de palavras que se amontoaram, uma a uma, na interminável torre de babel que fui construindo em mim, palavras que lutam corpo a corpo, se enroscam, se estrangulam, se matam e se criam numa dança infinita que me consome os neurónios.
Como podem tantas palavras caber num espaço tão diminuto? Como posso eu vertê-las diariamente e elas teimarem em brotar a cada minuto que passa? Como posso eu dar-lhes uso, forma e sentido se elas têm vida própria? Se fizeram da minha mente um labirinto no qual procuro uma saída desde a origem dos tempos até ao fim da eternidade? Se me invadem o cérebro e se recusam a seguir o caminho que lhes aponto? Se surgem por geração espontânea como uma praga incontrolável? Se teimam em comportar-se como ervas daninhas e ainda por cima vestem pétalas e cores das mais sedutoras e mortíferas plantas carnívoras disfarçadas de flores?
Palavra que gostava de escrever mais palavras. Palavra...

6/05/2007

Palavras

Todos os dias escrevo. Todos os dias escrevo para viver, para sobreviver.
Escrevo por prazer, por dever, por necessidade.
Escrevo porque escrever é a minha profissão, o meu ofício, o meu vício, a minha perdição.
Escrevo depressa ou devagar, com gosto ou para despachar.
Escrevo porque é preciso e porque tem de ser.
Gosto das palavras e elas retribuem-me o gosto. E, no entanto, odeiam-me, matam-me, maltratam-me.
Torturam-me.
Chegam-me em catadupa e desertam-me subitamente. Amantes inconstantes.
Escrevo-as e elas escrevem-me. Descrevem-me.
Eu cubro-as e descubro-as.
Distribuo-as, espalho-as e espalho-me. E elas tapam-me e destapam-me.
Escondo-me por detrás delas e elas... elas despem-me e expõem-me. Escancaram-me.
Gosto de brincar com as palavras e elas conhecem os jogos todos. E deixam-me pensar que sou eu que jogo com elas, quando na verdade são elas que me têm na mão. Cativa.
Claro, elas é que brincam comigo. Às escondidas, à cabra-cega. E eu pingue pongue, matraquilhos: vai para ali, foge para aqui. Ah, estás aí?! Então não podes estar acolá. Anda, mexe-te. Salta, dá uma cambalhota, transforma-te, transfigura-te.
Advérbios, adjectivos. Verbos transitivos, intransitivos. Intransigentes. Proximidade proibitiva, rima inconveniente. Sinonimiza, pá, relativiza-te. Encontra alternativa. Descobre, procura, reflecte, dá a volta, muda o tom.
Descritivo? Interrogativo.
Discurso. Diz?
Directo, indirecto. Livre. Livre? Liberdade de expressão, ilusão. A palavra é uma prisão. Uma paixão.
Escrevo por gosto, por obrigação. Todos os dias, cada vez mais, por tudo por nada. Gasto as palavras e elas sobram-me. Paradoxo? Sacerdócio.
Por isso, arranjei este blog, para despejar mais palavras. As que não uso, que desperdiço. As que não sei onde pôr. Quando resolvi criá-lo, ao blog, foi porque me dei conta que precisava de arrumar as palavras espalhadas aos molhos na minha mente, no meu íntimo. As que repito, incessantemente para mim própria, à exaustão. As que me atravessam o espírito. As que surgem, fugidias. Esquivas. Ariscas.
Fazem de mim gato-sapato e eu a pensar que as ponho na ordem. Qual ordem?
E dou por mim a precisar de andar com o blog no bolso. Os melhores posts, escrevo-os dentro da cabeça. Na paragem de autocarro, na casa-de-banho. Ao pequeno-almoço, dentro da caneca de café com leite. Brainstorming inconsequente.
Passo os dias a escrever e o que quero escrever não escrevo. Todos os dias posto, mas vocês não lêem. São posts perdidos, desperdiçados, lost in space. Palavras que nunca escreverei. Será que não?
Para que me servem os caderninhos?
Sou preguiçosa, demasiado preguiçosa. Tempus fugit. Os romanos eram loucos, mas eles é que sabiam. Em latim, língua morta, exprimiram uma das grandes verdades da vida.
O que andas tu a fazer da tua, Calamity?

6/01/2007

O grande salto epistemológico provocado pela leitora de nome Ana Paula (Olá, Ana Paula!)

Que estranho é pensar que há pessoas que nos lêem e que a gente não conhece! Pronto! - pensam os meus inúmeros e incontáveis - passou-se! E não é da própria essência da blogosfera sermos lidos(as) por pessoas que não conhecemos? Que não nos conhecem? Aliás, coisa bizarra para se pensar quando se faz profissão da palavra escrita e se é inevitavelmente lida por numerosos (aqui sim, inúmeros e incontáveis) leitores- passe a redundância.
Mas o ser pensante é por vezes assaltado por ideias esquisitas e aqui a vossa Calamity não prima pela normalidade. E foi precisamente o que me aconteceu quando me apercebi que era lida por uma blogueira de tasco privativo, de seu nome Ana Paula, que para mais foi brindada por alvíssaras dado ter sido a leitora nº 5 mil deste estabelecimento. Dei por mim a pensar: "Olha, uma blogogaija que não conheço! E que não está aqui pela primeira vez, já que confessa gostar de me ler. Xa-me cá ver o estaminé dela...". Pois. "A ligação html que acaba de digitar pertence a um tasco cibernético de carácter privativo, pelo que só com internáutico convite poderá aceder aos seus mui particulares interstícios e meandros"...
E eis senão quando a vossa Calamity dá por si tendo este brilhante pensamento: "Olha, olha, a gaija lê-me, e eu não a conheço!"
Claro que logo a seguir um dos meus alteregos, um dos grilinhos que com frequência irregular me chama à razão vira-se para mim e diz-me: "Oublá oh minha grandecíssimima desmiolada! Atão tu não bês que a maior parte das pessoas que te lêem são de ti totalmente desconhecidas?! Para que queres tu os neuroniozitos? Não sabes tu que os respectivos têm por função estabelecer sinapses? Que parte das ligações cerebrais te terá, porventura, escapado?"
E de imediato a vossa Calamity contrapõe ao censurante mecanismo do seu superego argumentando: "Pois". Assim só: pois. Mas logo de seguida, e não contente com a pobreza intelectual de tal argumento, a brilhante pensadora que por vezes toma o lugar da vossa Calamity ultrapassou o momento de bloqueio epistemológico e rebateu: "Pois. Mas julgava eu que todos os meus inúmeros e incontáveis leitores desse lugar de troca que é a blogosfera deixavam, num momento ou noutro, o seu rasto sob a forma de um comentário, a não ser que não passassem de meros viantantes cibernéticos, daqueles que cá vêm parar por aleatória ligação e, não encontrando neste tasco qualquer motivo de permanência, se eclipsam para não mais voltar". Ou seja, ao deixarem inevitavelmente assinatura blogosférica, permitiriam sempre, mais tarde ou mais cedo, que eu os CONHECESSE (Sim, inúmeros e incontáveis, admito que este conceito de CONHECIMENTO seja discutível estou pronta para argumentá-lo convosco se assim o entenderem...) "Julgava eu que assim era", pensou a vossa humilde Calamity, num daqueles raros momentos de discernimento. E afinal, eles existem. Os inúmeros e incontáveis silenciosos, digo. Que por cá passaram mais de uma vez. Que até gostaram do que leram. Mas, por algum motivo, não se pronunciaram. Até que uma posta de delirante apelo à participação popular, tal referendo blogosférico os (a, neste caso) levou a deixar pegada.
Espanto. Afinal, eles existem. Haverá outros? Pensava que os leitores silenciosos se limitavam às páginas físicas dos jornais, revistas e livros. Que se moviam tão sómente pelos registos escritos próprios da antiquíssima galáxia de Guttenberg. E confesso que esta descoberta me deixou introspectiva. Reflexiva. Pronta para um salto paradigmático. E agora? Que revelações ainda me reservará este mundo fascinante da blogosfera? Hein????

5/28/2007

A correr

Não, inúmeros e incontáveis, não adormeci sobre os louros. Estou à rasca de trabalho e há vários dias que não páro. Ana Paula, não pude ir dar-te um olá ao teu blog, já que é privado. As alvíssaras são tuas! Na próxima posta falarei sobre um assunto que me suscitaste. A todos, uma abraço e até jaaaaaazzzzzzz

5/24/2007

É desta, é desta!

Agora é que é. Estamos a chegar ao marco histórico das 5 mil visitas. Sim, (i)números e (in)contáveis, eu sei. O que é isso para vocêses, que afixam nos vossos egrégios contadores estatísticas que atingem as dezenas, quiçá, as centenas de milhar de visitas?! Ah, pois é!
Mas acontece, (i)números e (in)contáveis, que, para mim, se trata de um momento a assinalar, uma efeméride inenarrável, uma placa giratória que marca a entrada da vossa Calamity no elevador da glória, a chegada à longa escadaria que leva à fama e ao estrelato, o dealbar da imortalidade, enfim... O passo seguinte é a estrelita no passeio da fama. Mas estejam descansados, (i)números e (in)contáveis: a vossa Calamity é magnânima e leal. Ou seja, quando estiver à beira da minha piscina olímpica de água salgada em Beverly Hills, dignarei receber-vos desde que me sirvam caipirinhas com duas palhinhas e gelo picado - não esquecer este último pormenor. Ah, e o açúcar mascavado, claro. Prometo deixar-vos dar um mergulhinho para aferirem da temperatura da água...
Bom, delírios à parte, arroto esta humilde posta só para dizer que é desta: estamos a chegar ao marco histórico das 5000 visitas - cinco mil! - daí que, agora sim, dão-se alvíssaras ao portador do bilhetinho com o número certo. Portanto, (i)números e (in)contáveis, já sabem. É fazer filinha, ordeiramente, à porta deste estabelecimento, respeitando mulheres grávidas, idosos e acompanhantes de crianças de colo. Nada de empurrar quem chegou primeiro, que isto aqui é uma casa de boas tradições. E o último a entrar que feche a porta, sim?...

PS DO TAMANHO DAQUI ATÉ AO CÉU - E desculpa lá, Estrelinha do meu coração, não te dedicar uma posta, mas também ficas aqui bem, nesta posta que até já falava em ti sem saber da boa nova - Como dizia o meu adorado Chico na Grand Finale da maravilhosa Ópera do Malandro:
"Ai, meu deus do céu, me sinto tão fe-liz!!!!"

5/21/2007

Diz que é uma espécie de babyblog

Quase quase a fazer 17 meses, a Calamityzinha pecanininha está uma xuxu (ou será chuchu?). Louca pelo pai e pelos homens da família, passa dias inteiros a perguntar: "Mamã? A papá?".
Só quer comer sozinha e faz fitas se a tentam ajudar com a sopa (imaginam os meus inúmeros e incontáveis a javardice que faz às refeições...). Não me deixa vesti-la, despi-la ou mudar-lhe a fralda. Adora o Noddy (dadi), a Rua do Zoo e o Ruca. Trata dos seus bebés (babá), ralha com eles e fala sem parar. Quando a contrariam fica meia-hora a mandar vir no seu dialecto incompreensível. Mas diz distinctamente "sai daí", "dá aí" e sobretudo "não", monossílabo do qual é capaz de pronunciar todas as letras e o respectivo til com tal pormenor que se diria que já sabe ler e escrever!
Anteontem a gaijinha tirou-me completamente do sério. O mano levantou-a da cama de manhãzinha e levou-a para a sala. Ouvi-a palrar e fui lá oferecer-lhe uma bolacha para ela se entreter. Toda ufana e sem mesmo tirar a chucha da boca, vira-se para mim e exclama silabicamente: "Huuuummmm! Bo-la-chi-nha!!!

5/13/2007

A dor maior

Aquela que nenhuma mãe quer imaginar. Não me sai da cabeça. Não me sai da cabeça. Há quem diga que esta dor é pior que a morte. Não sei.
Mas 3 de Maio foi o dia em que desapareceu a Maddie. E esta menina não me sai da cabeça. Porque 3 de Maio foi também o dia em desapareceu a Laura. E ela também nunca me saiu da cabeça. Para a mãe da Laura, foi para sempre. Para a da Maddie é o desconhecido. Poderá ser amanhã, para o mês que vem, daqui a oito anos. Poderá ser nunca mais ou para sempre. Qual é a dor maior? Não sei. Mas não me sai da cabeça.

5/07/2007

Em resposta ao senhor anónimo (ou terá sido uma senhora?)

Caro(a) anónimo(a)

Ainda bem para ti que tens emprego certo, que, além de emprego tens trabalho e sobretudo que te pagam o ordenado certinho ao fim do mês. Ainda bem para ti que sentes que pertences a alguma coisa que funciona e que, para ti, este país parece menos apimbalhado, menos bimbo, menos arcaico graças a empresas como a PT, o BPI ou a TV Cabo. Ainda bem para ti que não precisas de (sobre)viver a recibos verdes. Fico sinceramente feliz por ti, mas devo dizer-te que não me identifico em nada com a tua opinião e acho que isso ficou manifesto no meu comentário.
Aliás, se as defendes com tanto afinco, deves conhecê-las bem e saber tão bem como eu que elas praticam o subemprego e o vínculo precário, para já não referir que só não nos vão ao bolso quando não podem/conseguem. Antes numa das que enumerei que “debaixo da pata de algum deles”. Pois nisso estamos totalmente de acordo, caro(a) anónimo(a). Se não os podes vencer junta-te a eles. Aceitam-se cunhas. E tachos. Nesta altura do campeonato e da maneira como estão as coisas, não teria vergonha nem qualquer pejo em aceitar. Mas daí a defendê-las iria sempre um grande passo. Talvez se elas me tornassem, não digo milionária, mas uma pessoa de posses, digamos, confortáveis, pensasse duas vezes. Talvez virasse a casaca. Mesmo assim não sei. Desconfio que continuaria a criticá-las naquilo que têm de pior. Que é muito.
Há mais na Caixa? Ainda bem! Algo para mim? Para os meus? Para os dos outros? Aqueles que nada têm daquelas todas que citei (nem de outras, diga-se de passagem)? Aqueles que estão a recibos verdes e têm de dar todos os meses 150 à Segurança Social – ganhem zero ou dez mil - mas não podem ficar doentes nem sem trabalho e estão quase certos de que nada restará quando chegarem à dita-cuja idade da reforma? Aqueles que gostariam de trabalhar de outra maneira mas que não têm outra hipótese?
Porque para eles não há “ordenado garantido ao fim do mês”, não há “investimento”, não há “formação”, não há “emprego”, quanto muito, há “trabalho” e é quando há, e, quanto a “responsabilidade social”, para eles é uma expressão cujo significado ignoram, porque a maior parte do tempo estão demasiado ocupados em conseguir segurar as pontas até ao fim do mês. E já agora, fica a saber também que fim do mês para eles (em que eu me incluo) é algo que nada significa, pois o dinheiro não tem dia nem hora para aparecer. É pago quando é pago, se é pago. E muitas vezes são as tais empresas que dizes terem "responsabiliadade social" que não têm dia nem hora para pagar o que devem aos seus fornecedores. Sim, "fornecedores" é como eles chamam a quem para eles trabalha mas sem direito a nada.
Desculpa lá, caro(a) anónimo(a), folgo muito em saber que trabalhas para uma delas mas não me caem bem os teus argumentos.
E aproveito para acrescentar à lista a nossa querida CML (Câmara Municipal de Lisboa). E a Carris. E a EMEL. E, já agora, abaixo o grande capital, que eu sou do precariado.
Caro(a) anónimo(a), não tenho 50, mas lá chegarei, se deus nosso senhor quiser, só que, pelo andar da carruagem, a recibos verdes será. Projecto de vida? Só se fosse a ganhar o triplo ou o quádruplo do que ganho (e estou a ser modesta). Que a vida te continue a correr bem, é o que te desejo. Sinceramente.

PS: Não deixa de ser curioso que este comentário tenha sido anónimo...

4/30/2007

... E não se pode exterminá-las???

Top das 10 empresas que mais dão comigo em doida (por ordem de "preferência")

1 - PORTUGAL TELECOM - a vencedora incontestável. Grande prémio da incompetência, incapacidade, e recordista nacional do número de ataques de nervos por habitante/mês.
2 - BPI - neste momento, o grande alvo de toda a raiva, ódio e ressentimento que consegui acumular em 37 anos de vida.
3 - TVcabo - sim, sim, eu sei que eles e a PT fazem só um, mas merecem uma menção especial, porque ser tão incompetente é obra, mesmo em Portugal.
4 - Sapo - idem idem, aspas aspas, e ainda mais uma menção honrosa por conseguirem ter a conta de email mais imbecil, cretina e inimiga do utilizador desde o advento da internet em meados dos anos sessenta do século passado (ah, pois é!..)
5 - Banco Santander - por uma década de sucessivos roubos, desvios e furtos diversos nas minhas parcas economias, pelo prazo já decorrido de seis meses para darem resposta ao meu pedido de revisão de spread no meu crédito-habitação, pela amável gentileza de me oferecerem um magnífico crédito pessoal no valor de 15 mil euros, em relação ao qual se precipitaram a ligar para o meu telemóvel, continuando a ignorar o pedido atrás referido e ainda!!! (a ler em tom de Carlos Cruz nos saudosos tempos do 1,2,3 e sua histórica mascote, a não menos famosa Bota Botilde - coisas de cotas...) pelo generoso aumento de 80 euros (só cerca de 25% - o que é isso para a gente?!) na prestação do referido crédito, e sobretudo por se terem "esquecido" de me informar sobre o dito aumento, precisamente dois meses depois do meu pedido de revisão de spread. Eh lecas, esta foi comprida!
6 - Caixa Geral de Depósitos - por pretender que os potenciais clientes transfiram para si os seus créditos-habitação sem ser capaz de lhes fornecer uma simulação concreta, já que, pobrezinhos!, não dispõem de um "simulador para bonificados"!
7 - Allianz Seguros - já nem me lembro porquê, mas merecem de certeza o prémio...
8 - Pingo Doce - Por praticarem, no ramo das frutas e legumes, preços superiores a qualquer mercearia, oferecendo o décimo da qualidade e ainda pretenderem que os compremos em quantidades industriais(por que carga de água é que eu vou querer quatro tomates - quatro, a 2€98 o kg, quando a mercearia ao lado de casa os vende a menos de metade do preço? E três kgs de batatas - três, quando idem idem aspas aspas?!)
9 - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias - por razões que, infelizmente, não poderei aqui divulgar.
10 - Segurança Social, repartições de finanças, CTT, conservatórias de registo predial, centros de saúde, hospitais públicos e alguns privados e todos os serviços públicos ou ao público deste país pelas horas e horas de trabalho, lazer e descanso que nos fazem perder, pelos ataques de nervos que nos proporcionam, pelo guito que nos comem, chupam, sorvem e extorquem e por todos os restantes motivos que os meus inúmeros e incontáveis estão fartos de conhecer de cor e salteado.

Contribuam, inúmeros e incontáveis, para este estudo científico da maior utilidade. Divulguem, vocês também, os nomes das vossas empresas-ódios de estimação. Todos juntos conseguiremos acabar com esta horda de inúteis que nos inferniza a vida dia após dia

Adenda: Olha, olha! estou quase a chegar a uma bela de uma capicua! Que se acuse o(a) responsável...

4/24/2007

Pensamento do dia

... ou melhor, do ano:

Cuidado com o que desejas, pois poderá ser-te concedido

ou ainda

Quando os deuses nos querem castigar, realizam os nossos desejos

4/17/2007

O sol lá fora brilha mas eu sinto-me assim

Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vazia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz

Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Verti minha vida
Nos cantos, na pia
Na casa dos homens
De vida vadia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz

Luz, quero luz,
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás
Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa,
Pulsa, pulsa mais

Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida
Estufa, vela
Me leva, leva longe
Longe, leva mais

Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens
De olhos sombrios
Mas, vida, ali
Eu sei que fui feliz

Chico Buarque

4/03/2007

OK, não estou boa da cabeça

Ia jurar que o contador marcava 4998 quando fiz aquela posta. Pronto, vá, internem-me. Até me dava jeito ficar uns tempos de molho.

4/02/2007

Dão-se alvíssaras

(seja lá o que isso for) ao visitante nº 5000 deste blog.

3/28/2007

Olá minha querida Mãe

Cá estou eu nos Pirinéus. A viagem foi "uma treta": estava pouco confortável no autocarro*. Está a nevar "a potes"! Ontem fomos andar de raquetes, 12 kms, ou seja 3 horas. O gelo é gigante. Apanhei um bocado praí com um metro! Fiz um boneco de neve.

Tenho IMENSSAS (sic) saudades tuas.

muitos beijinhos


(a coisa era mais ou menos assim - foi o melhor que se pôde arranjar. E no sítio onde diz Clipartbláblá dizia: I LOVE YOU).

PS: BEIJOS PARA TODA A FAMÍLIA

* a viagem foi de comboio, mas o último troço - cerca de 3 horas - foi feito de autocarro... (n. da e.)


Desculpa, Príncipe, o abuso de publicar sem autorização tua e também se não está igualzinho ao que escreveste: estou a citar de memória. Não tenho aqui a(s) carta(s) que li trezentas vezes e que o carteiro deixou por cima das caixas do correio porque não me conhece e tu esqueceste-te de pôr o andar... mas acertaste na morada e, mesmo sem código postal, chegaram bem. Agora só faltas tu! Até amanhã. Tou morrendo di saudadi!

3/22/2007

O meu menino ou A grande aventura

O meu menino é o mais lindo e também o melhor filho do mundo.
O meu menino diz que sou a melhor mãe do mundo e faz-me sentir como a melhor mãe do mundo.
O meu menino é o homem da minha vida e costumo dizer que, se não fosse meu filho, casava com ele - isto se ele aceitasse casar com uma velha como eu, claro!
O meu menino é meigo e calmo e inteligente. E bonito, claro.
O meu menino tem mais juízo e discernimento que eu, o pai, ou a maior parte dos adultos que conheço.
O meu menino é generoso e justo.
O meu menino trata bem os outros meninos e também os adultos. Às vezes até melhor do que uns e outros mereceriam.
O meu menino é d'oiro, é d'oiro fino. E também de prata, diamante, esmeraldas e rubis.
O meu menino é o meu tesouro, a maior preciosidade que eu tenho na minha vida, tirando a minha menina, é claro.
O meu menino tem nove anos e acorda às oito da manhã, mesmo aos fins-de-semana; e quando a mana, de 15 meses, acorda, ele vai buscá-la ao quarto para que eu possa dormir mais um bocadinho. E chega a dar-lhe o bibas, para que eu possa dormir mais um bocadinho. Só não lhe muda a fralda, mas estamos a falar de um menino, não de um semideus!
O meu menino por vezes faz disparates, como qualquer menino e eu, como qualquer mãe, ralho com ele. Mas por vezes exagero e ele fica sentido, e com razão. Porque eu sou apenas humana e ele compreende - aliás, o meu menino compreende tudo - mas eu exijo demasiado dele. Afinal, ele é um menino. Mesmo assim, o meu menino continua a dizer que sou a melhor mãe do mundo e a fazer-me sentir como a melhor mãe do mundo.
O meu menino é óptimo aluno e muito exigente consigo próprio. Mas também gosta de brincar, , ler os livros do Harry Potter e jogar playstation e futebol; aliás, o meu menino é fanático por futebol e está constantemente aos chutos nas milhentas bolas que insiste em coleccionar. Este é um dos pontos de fricção entre o meu menino e eu e uma das razões pelas quais eu às vezes passo das marcas na minha irritação, mesmo que ele passe das marcas na sua excitação de menino.
Mas o meu menino é o melhor do mundo.
O meu menino foi ontem para a grande aventura dos seus nove anos ( e eu fiquei na grande aventura dos meus nove anos de mãe: sozinha com a Calamityzinha pecanina na casa nova). Foi com outras três turmas para os Pirinéus. E eu fui levá-lo à estação, com um gigantesco saco cheio de roupa para que ele possa enfrentar os 10 graus negativos que o esperam. E, na estação de Santa Apolónia, chorei. Sei que não fui a única e também que chorarei muitas mais vezes. Já estive noutras ocasiões longe do meu menino durante uns dias. Na primeira vez que passei uma semana longe do meu menino chorei todos os dias. Ele tinha apenas 2 anos, ou melhor, ainda não os tinha feito. Mas nessa ocasião fui eu que viajei e o meu menino ficou com o pai e avós. Desta vez o meu menino foi com a escola e nós, pais, não falaremos com eles até ao seu regresso. Apenas vamos ter notícias através do email (espero que) diário que receberemos da professora. E o meu coração de mãe não consegue deixar de estar apertadinho. Será que ele está bem? Será que não tem frio? Será que não lhe vão fazer falta as pantufas que ficaram esquecidas no chão da sala? Será que vai conseguir fazer caber tudo no gigantesco saco na hora do regresso? O que irá ele fazer se acordar de noite com um pesadelo? Quem lhe irá lembrar que tem de assoar o nariz e lavar as mãos e puxar o autoclismo quando suja a sanita? Quem lhe irá dar mil beijos de boa-noite e mil abraços de bom dia? QUEM VAI CUIDAR DO MEU MENINO?
Eu sei que os meninos crescem e que um dia a pele deliciosamente macia do meu menino irá transformar-se numa epiderme coberta de acne juvenil e depois pelinhos irão crescer e transfigurar o meu menino num homem de barba rija. Eu sei que estas experiências são maravilhosas e importantes e fundamentais para a vida e para o crescimento. Eu sei que devemos deixar voar os nossos meninos. Mas o meu menino é o meu menino. Já o era antes de nascer. Antes sequer de ser concebido. O meu menino. E assim será todos os dias da minha vida. Desde a origem dos tempos e até ao fim da eternidade. E para lá.
Amo-te desmesuradamente, meu menino. Amo-te daqui até ao infinito. E para lá. Meu menino.

PS: Este texto foi escrito ontem mas só hoje o consegui publicar

3/19/2007

Não sei que título dar a isto

Tenho a mania de olhar para o outro lado. De querer saber o que está para lá. Na imagem refllectida pelo espelho, tudo está invertido. A esquerda passa a ser direita e esta vira canhota. Cortar o próprio cabelo é de loucos: a tesoura teima em ir na direcção contrária à pretendida e, se tentarmos aparar a franja, por pouco não furamos o olho. Falo por mim, claro.
Mas eu tenho a mania de querer saber o que está do outro lado. E, neste caso que ficou conhecido como sendo "da bebé de Penafiel", tenho-me fartado de pensar e o meu coração fica apertadinho a cada vez que me lembro desta miúda com poucas semanas menos que a minha canuca. Não está em causa a gravidade da acção que aquela senhora cometeu. Sempre me interroguei sobre que tipo de loucura poderá levar uma mulher a entrar numa maternidade e levar um bebé que não pariu. Que não carregou, que não sentiu crescer em si. Deixar uma outra mulher num desespero inigualável, inimaginável.
Mas neste caso, algumas variáveis entram em linha de conta, desde o primeiro instante em que se soube que uma recém-nascida tinha desaparecido do hospital. E eu lembro-me muito bem, até porque tinha uma nos braços, com escassas seis semanas. A estória mexeu comigo, como não podia deixar de ser. Só quem já foi mãe sabe como estas coisas mexem connosco quando temos as hormonas aos saltos, em total desassossego. Lembro-me de ter achado estranhíssimo que uma mulher acabadinha de dar à luz largasse o seu bebé no quarto para ir jantar ao refeitório. Claro que só posso falar por mim, mas, das duas vezes em que tive um bebé, não os largava sozinhos no quarto nem para ir à casa de banho. Ou, se fosse, deixava a porta aberta e mijava na beirinha da sanita, pronta a saltar que nem uma leoa sobre qualquer intruso que se atrevesse a aproximar da minha cria. Bem sei que não somos todos iguais e eu talvez não seja o melhor exemplo. Admito que sou algo paranóica. Não me apanham à espera do metro na beirinha do cais. Eu sei lá, há tanta gente louca! Mas voltando à bebé de Penafiel, desde o princípio achei os contornos da estória no mínimo bizarros. Uma mãe muito pouco desesperada. Dois filhos já retirados à família. O tal jantar no refeitório. E depois, bom, depois lá foi passando o tempo e nada. De vez em quando lembrava-me do assunto, mas confesso que na minha cabeça nunca mais encontrariam a miúda. Mas enganava-me. A miúda apareceu. Estava viva, de boa saúde e bem cuidada, ao que parece. Tinha duas irmãs e um irmão. Um pai e uma mãe. Sim, eu sei que aquela mulher a retirou do hospital e não poderia ficar com ela, até porque cometeu um crime terrível. Mas, e a miúda? Para já não falar daquele homem, que viveu durante pelo menos um ano com quatro filhos e de repente se vê só com um. Para não falar daquelas crianças que viveram todas juntas durante pelo menos uma ano. Mas, e a miúda? Tudo o que ela sempre conheceu estava ali, naquela família. Por mais que fosse um embuste. Olho para a minha menina e só me dá vontade de chorar. Como iria ela reagir se algum dia a tirassem bruscamente do ambiente que ela sempre teve como seu? Se a afastassem de uma vez só de todos os seres que formam o seu pequeno mundo? Toda a gente se lembrou de falar de vinculação em relação à Esmeralda, mas não ouvi ninguém pronunciar-se sobre a menina de Penafiel. É assim tão diferente? Porquê, alguém me explica? Ou aqui já não é o "superior interesse da criança que está em jogo"? Porque não se falou sequer em transição gradual? Porque não se permitiu à criança que fizesse um afastamento progressivo da restante família afectiva (uma expressão tão em voga), já que a mãe raptora (mas igualmente afectiva, para todos os efeitos, e choque isto quem chocar) teria obrigatoriamente de ser afastada na hora? E uma aproximação progressiva à família biológica? Que, diga-se de passagem, e desculpem-me a franqueza, não me parecia assim tão desesperada por reaver a sua criança. E, por falar nisso, o que é feito das outras duas, aquelas que lhes tinham sido retiradas? Demonstraram eles vontade de as ter com eles?
Estarei a delirar? Ou haveria outra maneira de fazer? Estará este caso a tantos anos-luz assim do de Torres Novas? Ou será a distância mais pequena ainda do que a quilométrica? Por que não ouço ninguém falar das consequências terríveis que o "regresso" (não é regresso nenhum, uma vez que ela nunca lá esteve, por assim dizer) à família biológica poderão acarretar para esta menina?

PS: À Aenima, CK, Rute e talvez mais uma ou duas das minhas queridas companheiras (mas agora não me lembro quais são) deste tasco que é a blogosfera que não consigo comentar, uma beijoca saudosa. Aenima, escreveste um post com o qual não poderia identificar-me mais. Acho que não preciso de te dizer qual foi...
CK, babe, como vai essa anca?

3/16/2007

Bom, agora fui eu!

Andava eu a gozar com os meus inúmeros e incontáveis e eis senão quando sou, também eu, obrigada a migrar para o rachtaparta do beta. Vamos lá ver o resultado... Aparentemente está tudo na mesma, pelo menos aqui no dashboard, olá ukié.
Tenho vários assuntos para falar convosco, mas já volto. Quero ver primeiro como ficou esta coisa.

3/09/2007

Geração Rasca

É a primeira vez que estou a fazer isto, mas "nécessité oblige" e eu sei que os meus inúmeros e incontáveis (cada vez em menor número, por minha causa, eu sei, que a falta de comparência paga-se caro) vão compreender.

Procuro jovens que tenham pertencido à chamada "Geração Rasca". O motivo é um trabalho sobre lutas estudantis. Se não forem desta geração mas tiverem participado em lutas estudantis, também servem. Se estiverem nesta situação ou conhecerem pessoas que me possam ajudar, por favor apitem. Também podem mandar um email para calamityjanerealmente@gmail.com. Preciso de testemunhos até meio da semana que vem.

Conto convosco, inúmeros e incontáveis.

Beijos e prometo em breve voltar ao vosso convívo com mais regularidade. Balé??

2/23/2007

Eu é que estou em obras...

... mas vocês é que são forçados a mudar pró rachtaparta do beta!
Ó guentem-se!!! Eu cá continuo fiel ao velhinho alfa (será?) e mantenho os meus acentos e quejandos. Agora comentar-vos, carago, é que nem sempre é fácil, cum carácter e cum catano, ó camandro! Fico cansada. Eu até tenho boa memória, mas reescrever 3 e 4 vezes o mesmo comentário retira-lhe toda e qualquer espontaneidade, para além de que... haja pachorra!
Daí que vou daqui mandar os meus beijinhos, abraços e recadinhos pessoais em praça pública, sem links nem nada, qu'esta cena cada vez dá mais trabalho e com baixo nível de recompensa - já parece o retrato laboral do país que temos, mas isso é outro assunto e arrotarei essa post'a de pescada no momento oportuno, ou seja, quando tiver tempo e pachorra.
Dizia eu que vou daqui mandar uns recadinhos, por isso lá vai:

À linda mamã 125Azul, um beijo grande, e vou mailar-te muito em breve pra marcarmos o tal almocinho. Achei curioso falares da formiga no carreiro logo nesta data em que passam 20 anos sobre a passagem do poeta para outra dimensão do ser...
Ao Anjo que se diz Mau, também um beijo, e vou precisar de ajuda para a parte mais "física" das obras. Disseste que tinhas asas de aço, vamos lá testar isso. Depois dessa parte, os trabalhos continuam, mas em carácter residual...
À CK, que tem provado ser tão ou mais calamitosa que a própria: é claro que és!!! Mais Frenética que aquela que se diz frenética e transparece serenidade e tão neurótica quanto tu própria o anuncias. Deixa lá, filha, bem vinda ao clube! E muitos beijos pra ti também.
À Aenima: quando vens à Tugalândia? Podias combinar com a nossa CK! E marcávamos um repasto à séria, com prolongamento e muita, mas mesmo muita má língua. Que tal? Aí pelos States, deve fazer falta um pouco deste desporto nacional, não? Um beijoca pra ti.

Aos inúmeros e incontáveis que se julgam preteridos - quiçá, relegados para segundo plano: retirai essas tristes ideias dos vossos pensamentos. O que é vosso está guardado e não tardará. Sim. Isto é uma ameaça. Até jazzzzzzzzz